Perdi um dente: o que acontece se eu demorar para colocar um implante?
Perder um dente pode parecer, inicialmente, apenas um problema estético. Se o espaço fica em uma região que não aparece quando sorrimos, algumas pessoas pensam: “depois eu resolvo.”
Mas a ausência de um dente pode provocar mudanças na região ao longo do tempo. Isso não significa que todo dente perdido precise ser substituído imediatamente por um implante. Significa que vale a pena entender o que pode acontecer antes de decidir esperar.
O osso muda depois que perdemos um dente?
Sim. A raiz do dente ocupa uma região dentro do osso alveolar — a parte do osso do maxilar ou da mandíbula que existe justamente para sustentar os dentes.
Depois que o dente é extraído ou perdido, o organismo inicia um processo natural de cicatrização e remodelação. Sem o estímulo da mastigação naquele ponto, esse osso tende a perder volume: revisões da literatura odontológica apontam que a maior parte dessa reabsorção acontece de forma relativamente rápida, concentrada nos primeiros meses após a perda do dente, podendo chegar a uma redução expressiva da largura do rebordo já no primeiro ano.[4] A intensidade dessa alteração varia entre as pessoas e também conforme a região da boca.
Por que isso importa para um futuro implante?
O implante precisa de condições ósseas adequadas para ser instalado. Quando existe quantidade suficiente de osso, o planejamento pode ser mais simples.
Quando ocorreu uma perda óssea mais significativa, pode ser necessário realizar algum procedimento de reconstrução, como um enxerto ósseo (um procedimento que reconstrói o volume de osso na região, usando material próprio do paciente ou biomateriais compatíveis), antes ou junto com o implante.[5]
Por isso, esperar não significa necessariamente que você perderá a possibilidade de fazer implante. Mas pode mudar a maneira como o tratamento precisará ser realizado.
Os dentes ao lado também podem se movimentar?
Podem ocorrer movimentações dentárias depois da perda de um dente. Os dentes próximos ao espaço podem mudar de posição ao longo do tempo. O dente da arcada oposta — aquele que anteriormente encontrava o dente perdido durante a mordida — também pode apresentar alterações de posição.
Essas mudanças podem interferir no espaço disponível para uma futura reabilitação.
Então preciso colocar implante imediatamente?
Não necessariamente. Existem situações em que um implante pode ser instalado no mesmo momento da extração. Em outras, é melhor aguardar a cicatrização. Há ainda casos em que primeiro precisamos reconstruir o osso.
E nem todo dente perdido obrigatoriamente será substituído por implante: dependendo do caso, outras formas de prótese podem ser consideradas. O planejamento é individual.
Perdi o dente há muitos anos. Ainda posso fazer implante?
Em muitos casos, sim. É comum atender pessoas que convivem com a ausência de um ou mais dentes há bastante tempo.
Normalmente precisamos avaliar a região clinicamente e por meio de exames de imagem para saber quanto osso existe, como estão os dentes próximos e quais possibilidades estão disponíveis atualmente. Mesmo quando existe perda óssea, podem existir alternativas de reconstrução — incluindo, em casos de reabsorção mais severa, o uso de técnicas específicas de implante planejadas justamente para esse cenário.[6]
Vai extrair um dente? Pense nisso antes.
Se você já sabe que um dente precisará ser extraído e existe a possibilidade de querer substituí-lo futuramente, converse sobre isso antes da extração. O planejamento da futura reabilitação pode influenciar decisões tomadas desde o momento em que o dente é removido — inclusive técnicas que ajudam a preservar o volume ósseo do alvéolo logo após a extração.[4]
Perdeu um dente e não sabe qual é o próximo passo?
Na Evident, em Mogi das Cruzes, podemos avaliar a região, verificar as condições existentes e apresentar as possibilidades para substituir o dente perdido.
O tempo não significa necessariamente que você perdeu a possibilidade de colocar um implante. Mas pode mudar o planejamento necessário para chegar até ele.
Referências 4. Regeneração óssea guiada de alvéolos pós-extração dentária. International Journal of Science Dentistry (UFF), 2022;29(57). 5. Enxertos alveolares em implantodontia: técnicas de preservação e regeneração óssea. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. 6. Da Silva ID, Pavan AJ, Camarini ET, Gomes CRG. A reabsorção óssea alveolar severa e a utilização de implantes curtos: revisão de literatura. Revista Uningá, 2019.